
segunda-feira, maio 21
quinta-feira, maio 17
PRESIDIO DO AHÚ DESATIVADO




Mês que vem faz um ano que os presos foram retirados do presídio do Ahú,
no dia 11 de julho de 2006, depois de quase cem anos
de funcionamento.
Deve ser construido no lugar o Centro Judiciário de Curitiba.
Na frente já funciona a Justiça Federal, atrás uma favelinha vai
se amontoando, uma invasão em terrenos do INSS que não foram ocupados...
Da minha janela esta visão, dos escombros, do submundo, e bem atrás a esperança
coberta de nuvens... na serra do mar
Anaterra Viana
Anaterra Viana
quarta-feira, maio 2
Desenhos no céu

São altitudes cinzentas,
são arestas farpadas,
são áridas cratéras,
Isto é uma cidade morta,
uma estrutura de ossos apenas,
frios e amarelos.
Um fio d' água inútil desce,
como se estivesse parado.
(Oh! É uma vista de muito longe,
de uma desmedida distância!)
Um fio d' água desce. (Longo.)
Para nenhum lábio. (Fino.)
Para raiz nenhuma. (Interminável.)
Estritamente mineral caminho
Deve haver na profundidade,
para além desses sulcos,
destas escarpas, destas fissuras,
no sim deste abismo de pedra,
um centro líquido, uma pupila espelhante,
por onde passem os nossos rostos,
as nuvens,
e nos desenhos do céu,
a medida do mundo inalcançavel.
(Cecília Meireles)
são arestas farpadas,
são áridas cratéras,
Isto é uma cidade morta,
uma estrutura de ossos apenas,
frios e amarelos.
Um fio d' água inútil desce,
como se estivesse parado.
(Oh! É uma vista de muito longe,
de uma desmedida distância!)
Um fio d' água desce. (Longo.)
Para nenhum lábio. (Fino.)
Para raiz nenhuma. (Interminável.)
Estritamente mineral caminho
Deve haver na profundidade,
para além desses sulcos,
destas escarpas, destas fissuras,
no sim deste abismo de pedra,
um centro líquido, uma pupila espelhante,
por onde passem os nossos rostos,
as nuvens,
e nos desenhos do céu,
a medida do mundo inalcançavel.
(Cecília Meireles)
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